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Lorelai
Música: "Only Wanna Be With You", Hootie and the Blowfish

Penso sinceramente que seja a melhor coisa do Mundo, pelo menos para mim: cães. Claro que podem argumentar que sejam gatos ou outro animal de estimação (ou chamarem-me de ridícula por pensar que o melhor da vida seja, lá está, animais). Mas paciência; para mim, são os cães. Não há muito que possa dizer ou argumentar, porque quem partilha deste sentimento sabe do que estou a falar - e quem não o partilha, nunca entenderá, por mais que se lhes explique. É algo que se sente, que nos muda e que nos pode moldar enquanto pessoa.

Desde que me lembro de ser gente que tenho cães à minha volta. Um pastor alemão, que me derrubava quando abanava a cauda de contente, era eu apenas uma bebé, ficando de seguida a olhar para mim com o ar de maior espanto e de mais completa incompreensão - porque está ela a chorar? Uma cadela rafeira, dog street, como dizíamos no gozo, o espécime canino mais inteligente que alguma vez vi; cheia de personalidade, óptima guarda, mais do que um cão, uma amiga. Viveu comigo desde que a fui buscar com poucas semanas à União Zoófila até à sua morte, ainda hoje e para sempre um dos dias mais tristes da minha vida. O seu companheiro de vida, que teve exactamente o mesmo percurso comigo, um perdigueiro francês do mais adorável de sempre, o que mais queria na vida era estar com pessoas, em especial connosco da casa - nunca, mas nunca, nem na sua velhice, deixou de nos receber com um entusiasmo inigualável. Actualmente, tenho um beagle, provavelmente o cão mais altivo que já tive, com autêntica atitude de gato, mas que, mesmo assim, se esmerou em secar-me as lágrimas na pior altura da minha vida.

Um cão é fiel, atencioso, despretensioso, meigo e companheiro como nem todos os humanos sabem ser. Um cão não guarda rancor, recebendo-nos sempre com uma alegria esfusiante mesmo que da última vez que nos viu se tenha passado algo de amargo. Um cão, um simples animal, consegue dar-nos um conforto e uma paz de alma praticamente inigualáveis, mesmo naqueles momentos que nos sentimos mais desprovidos de vontade e sentido. Um cão não é só um animal, é um amigo, um companheiro de vida - e assim deve sempre ser. Um cão, quando o tratamos como tal, torna-se família, cresce connosco e é sinónimo de tantos grandes momentos de uma vida inteira. E isto, para mim, é do melhor que a vida tem.



[ A dog has no use for fancy cars, big homes, or designer clothes. A water log stick will do just fine. A dog doesn't care if your rich or poor, clever or dull, smart or dumb. Give him your heart and he'll give you his. How many people can you say that about? How many people can make you feel rare and pure and special? How many people can make you feel extraordinary? ]
Lorelai
Música: "Mama Do", Pixie Lott

Quem me conhece - e, por vezes, até quem não me conhece lá grande coisa - sabe que um dos meus maiores vícios (e com muito orgulho) é o café. Mesmo naqueles dias mais melancólicos e diria até depressivos, basta o cheiro característico do café para me animar um bocado. Estranho, eu sei. Mas a verdade é que quando não me sinto "equilibrada" (seja por estar triste ou absolutamente eufórica), o meu primeiro desejo é «um café, por favor».
Ora, o que acaba por ser verdadeiramente maravilhoso (diria mesmo que é uma daquelas harmonizações cósmicas) é que o café, afinal, não faz mal à saúde - antes pelo contrário -, especialmente às mulheres (YAY!). Estudos que duram já há mais de 30 anos não encontram justificações para a má fama que o café tem.

(Calem-se vozes que me andam diariamente a perseguir: "Mas quantos cafés já bebeste? Isso faz-te mal!!")

Entre os benefícios daquela que eu considero ser a melhor bebida do mundo, encontra-se uma considerável protecção contra certo tipo de diabetes, contra a demência (haverá algo mais apropriado para mim?), contra doenças hepáticas e até contra a doença de Parkinson. Por outro lado, não há qualquer espécie de comprovativo que ligue o café ao cancro ou a riscos cardiovasculares.

(Shiu, shiu, shiu!)

Porém, o lado mais positivo do café, a meu ver, é o seu papel primordial nas relações interpessoais. Porquê? Ao que parece, segurar num café enquanto falamos com outra pessoa pode transmitir-nos uma sensação confortável de calor que se estende ao que sentimos pelo nosso interveniente; isto é, ao termos algo quente nas nossas mãos, ficamos com a impressão de que a outra pessoa é mais afável (talvez até bem mais do que realmente é). A isto chama-se "quebrar o gelo".

E, verdade seja dita... Que existe de melhor do que conversar enquanto se bebe um café? Mesmo que o café seja mera desculpa, não é um dos meios mais comuns para nos mantermos em contacto com amigos? Partilhar lágrimas e gargalhas com uma amiga, enquanto bebo um café, continua a ser uma das minhas coisas preferidas. E parece-me que há-de sê-lo por muito, muito tempo.



[ 'You will meet an annoying woman. Give her coffee, and she'll go away.' ]